Arquivo de 23 de Dezembro, 2012

23
Dez
12

Um Conto de Natal

vitor gaspar a christmas carrol

Continuando na minha saga pelos temas natalícios, outra coisa que todos os anos aparece, (para além dos filmes com o Jimmy Stewart), são os Contos de Natal dos quais o mais famoso é este Christmas Carl do Charles Dickens. Para não vos faltar nada também eu resolvi fazer aqui a minha versão desse conto com o Vitor Gaspar no papel do forreta e mau Scrooge. A diferença é que no conto ele acabou por entender o espírito do Natal e por se transformar num homem bom enquanto deste Scrooge português nada podemos esperar, a não ser que cada vez se torne pior sem se importar que, com aquilo que faz, condene todo um povo, (com as devidas excepções dos amigos e compadres), à pobreza, à fome e à miséria. Se calhar está na altura de sermos nós a transformar-nos em espíritos de Natal e, como não o vamos conseguir convencer mostrando-lhe a sua indignidade como ser humano, correr com ele a pontapé para que no próximo Natal tudo possa ser diferente.

23
Dez
12

Sonhos de um dia de Natal

Antonio jose seguro paulo portas desejos de natal

Natal Natal, Natal, quando chega a esta altura é sempre isto, o Natal entra na ordem do dia, é natural é altura do Natal, e só se fala do Natal e das coisas do Natal. Até eu acabo por só me lembrar de coisas relacionadas com o Natal. São árvores, Presépios, Pais Natal e todas as outras tradições de Natal. Uma que acontece todos os anos é de todos os órgãos de soberania, embora soberania seja uma palavras que deixou de ter utilidade em Portugal, se visitarem uns aos outros para apresentar cumprimentos de Natal. Resolvi fazer aqui aquilo que imagino que poderiam ser esses cumprimentos dos lideres da oposição, externa e interna do governo, numa visita protocolar a São Bento.

23
Dez
12

O zé povinho cansou-se.

inestimavel-1

Recebi do meu amigo “Homenlivre3”, que anda lá por fora a fazer pela vida, o boneco deste Zé Povinho inspirado no jogo “assassins creed”, propondo-se fazer mais alguns para que eu pudesse publicar no meu blog. Claro que aceitei e ficou decidido que todos os Domingos publicaria uma das suas imagens acompanhada de um texto contando uma história que nem eu conheço o meio quanto mais o final. A Coisa começa assim:

O zé povinho cansou-se.

Era uma vez o Zé Povinho. À décadas que já não podia mais, farto de ser tratado abaixo de cão não sabia como haveria de sair desta situação.
– Gatunos, – dizia ele – deram de novo boas vindas a troika, votei no Sócrates nem sei bem porquê, depois no PSD a pensar que o coelho iria proteger a “ninhada”. Resultado, olhai o meu país, as melhores empresas públicas não mãos de chineses, angolanos e a “gorda”, que o que precisava era de ser afiambrada, a engordar ainda mais com os juros da dívida.
Indignado e furioso com tudo isto, não avistando nenhuma solução, resolveu sair com o seu filho para espairecer foi ao Centro Comercial e na secção dos jogos perguntou-lhe – Que jogo vais querer? Escolhe um.
O filho espantado perguntou – estás a falar a sério? Onde é que arranjas-te o dinheiro?
– Ontem  andava na rua à procura de comida, passei ao lado da Assembleia qual não foi o meu espanto, o Gaspar estava de saída. Estes olhinhos de águia não deixaram escapar uma nota, a sair-lhe do bolso e zás – respondeu o Zé rindo.
O filho, segredando e a rir-se responde, – boa pai, ele nem deve ter dado pela falta e se deu cria mais um imposto e está resolvido. Escolheu o jogo e lá foi todo contente para casa jogar com os seus amigos.
Uns dias mais tarde foi sair e esqueceu-se da consola ligada. O Zé Povinho entra na sala, olha para aquilo. Que raio de jogo é este, mas como estava desempregado e sem ter para onde ir, senta-se e começa a jogar. Passaram horas e horas sem o Zé dar por isso, foi tudo de empreitada e terminou a trilogia primeiro que o filho. Foram tantas as horas que passou a jogar que muitos até dizem que deu em doido.
Passou-se um ano sem que ninguém o visse até que apareceu. O coitado está desesperado, continua desempregado, endividado, burlado, descriminado e sei lá o que mais, mas também decidido a fazer alguma coisa pelo seu país e foi a sua mestria no jogo que lhe deu a ideia.

(continua no próximo domingo)




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