Arquivo de 3 de Fevereiro, 2012

03
Fev
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Em defesa dos transportes públicos

O secretário de Estado dos Transportes alegou hoje que a greve dos transportes convocada para quinta-feira vai custar 150 milhões de euros à economia portuguesa e destruir num dia o esforço de poupança feito num ano. Numa declaração política no Parlamento, Sérgio Monteiro disse também que as empresas de transportes públicos tiveram prejuízos superiores a 30 milhões de euros com o conjunto de greves de 2011″.
Os protestos por todo o país, eu não os sinto. E não os sinto porquê? Porque eles não representem a opinião da generalidade da população, representam a opinião de alguns, através das comissões de utentes, que não são mais que do que extensões de alguns dos partidos que hoje aqui mais vociferaram contra a política do Governo”, afirmou Sérgio Monteiro, depois de ter ouvido duras críticas da parte do PCP, BE e PEV.

Este discurso dos milhões somado ao incomodo que a greve causa a quem necessita dos transportes públicos consegue fazer com que muita gente se vire contra os grevistas. São prejudicados, muitos já pagaram o passe e não têm o serviço e custa dinheiro. Mas, na verdade quem está a fazer greve também está a perder um dia de trabalho, a sofrer pressões e ameaças em defesa de direitos, muitos deles que são de todos nós. Quem é mais prejudicado se os preços dos Transportes públicos aumentam brutalmente e o serviço é reduzido? São todos aqueles que dependem deles para se deslocarem todos os dias para os trabalhos e escolas. Somos todos nós que não temos um motorista à porta de casa à nossa espera.
Afirma o Secretário de Estado que o custo vai ser de 150 milhões. É muito dinheiro, mas ainda há poucos dias afirmaram que os 148 milhões que meteram no já privatizado BPN não iam influir no Orçamento de Estado (e já se fala de mais 600 milhões). Só numa coisa ele tem razão, na falta de reacção dos utentes que se lamentam em privado, em casa, nos locais de trabalho mas não assumem a luta na defesa dos seus direitos. Está na hora de dizer não a estes aumentos brutais e não aceitar a privatização dos transportes públicos em nome do lucro privado. Não é contra os grevistas que devemos virar a nossa frustração e indignação mas sim contra este governo e a pobreza e miséria que espalham pelo país.

03
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A Alternativa Real


O manifesto, que tem entre os seus subscritores conta com o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, Miguel Esteves Cardoso e Pedro Ayres Magalhães, exige «um Chefe do Estado que esteja ao serviço da nação e que não se sirva dela» e a necessidade de «dignificar a chefia do Estado português», mostrando que há «alternativa» perante «uma ameaça de perda de soberania». «Portugal precisa de uma Monarquia», apontam o duque de Bragança como «único e legítimo pretendente ao trono».

Digo já que discordo totalmente com a existência de monarquias em que o ser-se “filho de” seja suficiente para se ser Rei. Não interessa se é estúpido, burro ou simplesmente parvo que é a sua real peida quem se vai sentar no trono.  E depois, como quer este grupo de gente que assinou o manifesto que os levemos a sério se a alternativa que nos dão para nos livrarmos do Cavaco é o Duarte Pio.
Tirando isso da Monarquia não posso deixar de concordar que um Chefe de Estado deva estar ao serviço desse Estado e não que o use para superar as dificuldades em pagar as suas despesas.




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